segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Designer gráfico qual o caminho a seguir?

Foi-se o tempo em que conhecer bem um software e uma plataforma bastavam para nos dar estabilidade no emprego. Para o designer gráfico de outrora bastava o conhecimento intermediário de Corel Draw e PC Windows para ser contratado por uma indústria de etiquetas ou empresa de embalagens.
Agências publicitárias no entanto usavam o "suprassumo" da tecnologia digital para desenhos e artes, usam MAC (os consagrados Power PC Apple), softwares adobe como Photoshop e Illustrator e eventualmente o Freehand a Macromedia.
Mas o mundo foi mudando, tecnologias e custos mais acessíveis para PCs mais potentes rodando OS Windows e o surgimento de softwares livres como Linux (baseado no Unix) e a Adobe escrevendo também aplicativos para OS Windows como o Photoshop e o Illustrator, fizeram o mundo do designer focado em um único aplicativo mudar.
Recursos diferenciados, filtros melhorados e a incessante competição entre desenvolvedores para obter melhores resultados, recursos e facilidades para o usuários fizeram com que a escolha de plataforma e softwares se torna-se uma questão de "tempo e dinheiro". Claro que a pirataria em torno de softwares baseados em PC popularizou muito mais soluções como a da Corel além é claro da sua aparente facilidade de trabalhar com os atalhos e ferramentas mais simples.
Mas o que realmente conta é que a diversidade de aplicativos e formatos é muito grande e obrigou ao designer a aprender mais de uma ferramenta e trabalhar também com Photoshop, Corel e Illustrator que deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade diária para produção. Agências mandam formatos AI para empresas que trabalham com CDR e depois precisam dar saída em PDF para clicheria poder gerar o arquivo PRN para saída.
Ficou perdido com estas siglas? Então amigo, sinto-lhe informar que seus dias como designer estão contados. Se você não compreendeu nada do que foi dito sobre as extensões dos arquivos ainda a pouco acho uma boa ideia você dar uma pesquisada no Google para abrir sua mente.
Hoje no entanto não basta mais saber trabalhar com o pacote Adobe e Corel precisamos de mais. É cada vez mais constante o uso de ferramentas de modelagem 3D como o 3D Max, Rhino 3D, Blender e Maya para criação de embalagens, objetos, personagens e textos para ilustrações e não só para mídias impressas como também para web e pequenos comerciais e animações (filmes por assim dizer).
O designer gráfico hoje precisa ao menos conhecer estas ferramentas e extensões de arquivo para poder, de alguma forma utilizar os recursos criados por estes softwares para criação de suas artes para impressão.
Você pode não acreditar, mas já a alguns anos muitas agências e empresas nos mais diversos segmentos utilizam a computação gráfica e criações 3D para seus comerciais, folders, designer de embalagens e criação de Mock-up (maquete em tamanho natural) tridimensional com todas as características de cor, formato, curvaturas, ressaltos, depressões, movimentos, etc. A criação de Mock-up pelo processo 3D de designer gráfico além de rápida é muito econômica para as indústrias e pode ser feita tanto com softwares paramétricos 3D de engenharia como Inventor, Kompas, SolidWorks com também com softwares como Maya, Rhino, Blender e 3DMax.
Aprender designer 3D não é difícil, mas se você pensa em modelar (esculpir)  um personagem humanoide por exemplo do "Zero", isso requer muitos anos de prática, conhecimentos extremos de anatomia, proporção, perspectiva, luz e sombra.
Mesmo assim não se preocupe, os softwares de hoje são bem amigáveis, possuem ferramentas com nomes muito similares aos utilizados nos de desenho vetorial como Corel e Illustrator e modelos pré-carregados que poupam um enorme tempo para criação de um personagem pelo processo de extrusão e modelagem ficando para o designer a tarefas mais simples de ajustes como o aumento de um bíceps ou ainda um "narizinho arrebitado", cor dos olhos, tom de pele, entre outros de conceitos de acabamento. Gosto de chamar esta tarefa de "maquiagem", onde damos uma "cara bonita" ao personagem, dando a ele "vida".
Você pode criar qualquer coisa no software 3D com muito realismo. Este realismo tem um nome, é chamado de photorealistic. Vidro, metal, tom de pele, líquidos, plástico, nuvens, texturas de plantas, incorporar imagens (fotos) com os modelos criados, madeira, rochas, etc.
O 3D esta tão presente nos nossos dias que alguns exemplos deixamos  passar despercebidos ao longo dos anos. Estes exemplos usaram e abusaram de criações gráficas e 3D tanto na mídia impressa quanto em comerciais.
  • IPÊ - Assolan - bonequinho em forma de saquinho.
  • Unilever - Confort - família
  • SC-Johnson - Raid Protector - mosquitos
  • Dolly - Dollinho

Abaixo seguem mais exemplos de personagens, produtos e imagens criadas por aplicativos de modelagem 3D:

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Reuna informações para produzir!

Ao fabricar qualquer coisa, seja embalagens, peças, partes, máquinas, etiquetas ou rótulos necessitamos de pelo menos 4 elementos:
  1. pessoas;
  2. insumos;
  3. processos;
  4. acabamentos.
Levando-se em conta esta lista devemos reunir a maior quantidade de informações sobre estes elementos para que o produto possa acontecer no final, após o acabamento.
Pessoas:
As pessoas são nossos colaboradores, sejam eles funcionários diretos ou indiretos escolhidos ou indicados pela nossa empresa. Neste caso as informações a serem reunidas são se estas pessoas estão aptas a, no processo, executarem o produto de forma adequada com economia e qualidade. O acabamento depende também de pessoas, por isso devemos avaliar se as pessoas que vamos escolher para compor a equipe de acabamento também possui as características e conhecimentos necessários para tal função.
Insumos:
Não se pode produzir alguma coisa do nada. Não dá para fabricar uma etiqueta ou rótulo somente com a máquina, mesmo que esta seja a mais moderna do mundo. Temos que ter, compatíveis com o trabalho a ser realizado, todos os insumos para a fabricação do produto.
Os insumos devem possuir características que o cliente deseja ou precisa. Para que possamos seguir estas orientações as empresas usam as Ordens de Serviço ou Ordens de Fabricação (OS e OF respectivamente). São nestes documentos que descrevemos como e para quem é o serviço que devemos fabricar. É na OS que descrevemos o produto em forma de receita de fabricação com os dados dos componentes, máquinas, tintas, adesivos, acabamentos, quantidades e observações sobre o que o cliente espera receber. Em algumas empresas a reunião de informações inclui até uma amostra fornecida pelo cliente ou um modelo para que seja seguido rigorosamente nas medidas, cores, tamanhos e montagem em alguns casos. Os insumos em flexografia de banda estreita por exemplo podem incluir:
  • substrato - tipo, largura, comprimento, peso, superfície de acabamento, tratamento superficial, etc.
  • tinta - tipo, cores, viscosidade, quantidade;
  • Dupla face - densidade, espessura, quantidade;
  • Anilox - gravação (convencional, laser), geometria (GTT, hexagonal, Tronco de pirâmide), volume BCM, lineatura, sequência;
  • Porta clichês - engrenagem, diâmetro primitivo, diâmetro desnudo;
  • Tubete - diâmetro interno, parede, personalização, largura, material (PVC, Papelão, Extrusado PP)
  • Puxada ou sentido rebobinamento;
  • Quantidade de pistas ou carreiras;
  • metragem / peso bobina cliente;
  • fornecimento folhas, rolos, bobinas, cartelas, sanfonado, etc;
  • embalagem, quantidade por caixa, pacote ou fardo;
  • laudo, etc.
Processos:
Os processos definem quais são as formas de fabricação e como chegamos a elas. A logística interna e externa no fornecimento de insumos fazem parte do processo e muitas vezes são deixados de lado. Por este motivo muitos falham em cumprir prazos e metas. Dentre os processos a distribuição dos insumos na data e hora prevista para início da produção é um dos fatores de maior atraso nas produções. Outros processos incluem:
  • preparação e colagem dos clichês;
  • preparação do equipamento e montagem dos anilox;
  • preparação das tintas, das Pantones, conferência da sequencia de cores, viscosidade e quantidade para todo o turno de produção;
  • alinhamento do material em máquina;
  • ajustes de registro de cores, corte e rebobinamento
  • processos de acabamento em rebobinadeiras ou cortadeiras;
  • etc.
Acabamentos:
Os acabamentos são as etapas que finalizam o produto, dentre elas estão a conferência em busca de falhas (CQ ou controle de qualidade), a embalagem um a um em material protetor, o acondicionamento nas caixas e os devidos "calços" para que estes não "sacolejem" no transporte até o cliente deformando o produto ou a caixa. Também como acabamento são fornecidos os laudos, a etiquetagem das embalagens, a identificação no sistema da quantidade produzida e também a identificação visual das caixas na área de expedição para que nenhuma caixa fique esquecida, perdida ou sem seguir para o cliente ou para a transportadora.

O assunto é bem complexo, longo, até certo ponto cansativo mas que se tratado de forma séria você vai obter resultados surpreendentes em médio prazo. As economias geradas em insumos, tempos mortos, área de estoque, movimentações internas de material, perdas por manuseio excessivo, desgaste de pessoal serão visíveis logo nos primeiros meses de implantação destes métodos e conceitos brevemente explicados aqui.
Mas se precisa maiores explicações ou quer implantar soluções como estas em sua empresa é só entrar em contato comigo através do email: flexonews.br@gmail.com
Tenho soluções para empresas de pequeno e médio porte, banda larga e banda estreita.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Setup de máquina

Quando realizamos uma trabalho em flexografia ou qualquer processo, seja gráfico, na indústria alimentícia ou qualquer outra indústria,existe uma etapa preliminar ao início da produção que chamamos de setup.
O setup é a fase na qual preparamos a ou as máquinas ou dispositivos, separamos os insumos e realizamos os ajustes necessários para que possamos ir do início ao fim de um trabalho sem paradas e de forma perfeita, com qualidade, produzindo o que o cliente deseja sem desperdícios e com o mínimo de esforço, seja humano ou do equipamento envolvido.
O setup é realizado utilizando-se um fluxograma baseado em procedimentos, já falamos sobre fluxograma aqui no blog, lembram? Através desta "receita" que é o fluxograma começamos a realizar tarefas e reunir insumos, produtos e ferramentas próximas o nosso local de trabalho ou máquina. Então seguimos uma ordem de proporção e cronológica para obter os ajustes para realização da tarefa.
Em um restaurante por exemplo, o pedido "Feijão Cozido" requer um setup e uma preparação. No setup do nosso restaurante para "Feijão Cozido" temos a receita que é um procedimento que indica os ingredientes do "Feijão Cozido", suas quantidades, ordem de colocação na panela, ferramentas utilizadas e tempo médio aproximado para o cozimento do feijão.
Hipoteticamente falando um receita de nosso feijão seria a soma de todos os ingredientes + as panelas e utensílios para mexer o feijão + fogão + fogo + água + tempo de cozimento, pronto o prato "Feijão Cozido" seria isso, hipoteticamente lembram?.
Em uma produção flexográfica a receita do produto é substituída pela OS (ordem de serviço) ou OF (ordem de fabricação) que informa a quem se destina o trabalho, sua quantidade e os insumos incluídos (ingredientes). Também na OS normalmente indicamos a máquina com a qual temos que produzi e as ferramentas principais envolvidas como cilindros porta clichês, facas, engrenagens, dupla face, etc...
O setup também é um dos grandes vilões no custo da produção. Quanto mais tempo você demorar no seu setup mais caro o produto final fica (valor aumenta). A máquina, mesmo não produzindo tem um custo, pois o operador esta lá, ao seu lado e este tem um salário. Também a energia elétrica envolvida, pois mesmo não estando rodando a máquina esta energizada e isso consome energia, as tintas estão nos tinteiros e acabam por exigirem mais atenção, solventes e aditivos e assim por diante.
O setup mais demorado também leva a diminuição do tempo médio de produção e a diminuição da velocidade média da máquina, vou explicar:
Imagina que sua máquina em produção faz 50m/mim (cinquenta metros por minuto), então em 1 hora de trabalho poderia rodar 3000 metros lineares ok?
Digamos que você leve um tempo de setup de máquina de 2 horas e teria 1 hora de produção real com a velocidade indicada de 50m/min. Mas com este setup demorado a velocidade média será de 16,7m/min, vejam que caiu 2/3 a velocidade em relação a velocidade real, isto representa uma perda na produtividade de 67%.
Agora imagine que você consiga através de revisão no processo, melhoria no checklist, melhorias nos procedimentos e reescrita dos fluxogramas baixar o setup de sua máquina em 70%, isso representaria não mais 2 horas de ajustes, mas sim 36 minutos. Com esta nova postura sua velocidade de produção ou velocidade média da máquina real seria de 32,25m/min.
Sua eficiência quase que dobrou em relação ao primeiro cenário e seu custo de produção caiu em relação ao processo antigo, com mais tempo de setup. Isso representa mais liquidez em cada produção, sem falar na quantidade de produtos auxiliares que seriam economizados para manutenção do tempo de setup.
Tudo isso é possível, bastando revisões constantes e adequações nos processos, procedimentos e no fluxograma e é claro treinamento de sua equipe onde a orientação e conscientização dos novos procedimentos devem ser bem explicados e por eles depois aplicados.
Viram, somente adequando o setup pode-se ter um aumento significativo nos lucros!
Deseja saber mais sobre o assunto? Gostaria de poder realizar a análise de seus procedimentos, processos, fluxogramas e treinamento de seu pessoal?
Entre em contato: flexonews.br@gmail.com

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O que pode ser feito com flexografia?

No blog, como nos meus canais no Youtube e Facebook sempre comento sobre flexografia, artes gráficas, processos, produtos e dispositivos para impressão dos mais diferentes substratos e produtos.
Recentemente no entanto, um leitor me perguntou: Para que serve a Flexografia?
Sim, muitos leitores não só de meu blog como das redes sociais acabam deparando com os assuntos que são de pouco conhecimento ou pouco divulgados fora do meio a que pertence, como é o caso da flexografia.
Mas respondendo a pergunta de nosso amigo vamos lá:
A Flexografia é antes de mais nada um processo gráfico de impressão que usa clichê (forma de impressão), tinta líquida para criar imagens e textos em materiais flexíveis como papel e plástico e também rígidos ou semirrígidos como corrugado (papelão ondulado) e cartão.
A flexografia é um processo rotativo, mesmo que alimentado por folhas ou chapas como é o caso das caixas de papelão, e usa um clichê ou forma de impressão feita de um material plástico ou borracha (hoje em desuso), como se fosse um carimbo.
A off-set é usada para impressão de revistas, folders, flys, filipetas,livros, papel timbrado, cartões de visita. Rotogravura usada para revistas e embalagens. Serigrafia (silk screen) para adesivos, camisas, tecidos, etc.. e a flexo então?
Há, flexo é como carinhosamente nós do ramo criamos um nick para flexografia (diminutivo).
A flexo é usada para impressão de virtualmente qualquer coisa. Sim, isso mesmo, se você tiver como colocar na máquina a flexo pode imprimir. Plásticos, papéis, tecidos, materiais sintéticos, cartões, borracha, etc... é uma infinidade de possibilidades. Isso tudo só é possível pois a tinta é liquida e pode ser configurada (formulada) para o seu substrato e pela característica flexível do clichê. Claro que há limitações, mas existem máquinas flexográficas para impressão de pisos cerâmicos (azulejos se preferir este nome).
Abaixo vou colocar uma pequena lista do que hoje fazemos em flexo normalmente:
  • adesivos - rótulos, etiquetas, tags adesivos, etiquetas de marcar preço, etiquetas de automação, rótulos de produtos alimentícios, bebidas, cosméticos, farmacêuticos, etc;
  • embalagens flexíveis - em papel ou plástico como sacos, sacolas, bolsas, etc;
  • papéis fantasia - papel de presente, papéis de embrulho, papéis de lojas para embrulhar, etc;
  • etiquetas de segurança - selos de segurança e autenticidade como os selos de cartório, selos postais, etc;
  • caixas de papelão;
  • papéis cartão, cartuchos;
  • cadernos (pautas), produtos especiais;
  • produtos e impressos hospitalares;
  • embalagens de alimentos como biscoitos, feijão, arroz, café, etc.
  • pisos cerâmicos;
  • rótulos sleeve;
  • papéis de parede;
  • banners e cartazes contínuos;
  • e muito mais.
A flexografia não tem limites, basta configurar a máquina e o tipo de tinta e criar os dispositivos certos é possível imprimir qualquer coisa em flexo.
Claro que cada um dos trabalhos descritos requer um equipamento flexo adaptado e desenvolvido para a função. As impressões de rótulos e etiquetas são conhecidas com banda estreita devido a largura da máquina estar entre 160mm até 400mm, bandas médias correspondem entre 400 e 600mm e banda larga entre 600mm até 1600mm. Sim existem máquinas especiais de 1600mm de largura, o mais comum no entanto em banda larga é 1200mm e as vezes 1400mm raro, mas existe. Já em banda estreita o padrão é 250mm mas atualmente esta existindo uma intenção e procura por máquinas entre 350mm e 420mm sendo que até de 500mm estão sendo cotadas.
Para saber mais entre em contato. Treinamento de equipe flexo, avaliação de processos e pessoal, desenvolvimento de sistema e suporte. flexonews.br@gmail.com

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O que é o fluxograma?

O fluxograma é uma "receita" um "guia" de onde, através do estudo de procedimentos, estão definidos as etapas em ordem de execução e cronológica de cada evento para que o produto seja fabricado.
Fluxogramas são uteis pois são visuais e gráficos e oferecerem de forma simples e objetiva os conceitos de cada etapa e evento com sua sequência e opções de tomada de decisão.
Por tomada de decisão temos por exemplo a avaliação de qualidade que pode ser BOA ou RUIM, sendo que a boa, segue-se em frente no processo e no fluxograma, sendo RUIM, oferecemos uma outra opção no fluxograma que pode ser Exclusão do item ruim ou retrabalho, onde poderá haver a finalização do processo do fluxograma ou reinício para ajuste da peça ruim.
Fluxogramas são úteis para organização da empresa e para a padronização dos processos, assim todas as pessoas envolvidas saberão como fazer e as etapas que devem ser executadas.
Para se escrever o fluxograma é primeiro definir os procedimentos. Procedimentos são formas de definição de etapas, produtos e pessoas envolvidas na produção de um produto. Os procedimentos são descritivos e normalmente contém um ou mais fluxogramas para que sejam anexados e melhor definido os procedimentos.
Quando você vai implantar a ISO ou precisa criar a documentação de sua empresa normas, procedimentos e fluxogramas devem ser criados. É desta forma que você começa a controlar o seu processo e obter melhor qualidade e repetitividade de produtos com qualidade. O processo de criar normas e procedimentos também auxilia no controle de produtos e gastos já que cada etapa (através do estudo de procedimentos e na geração do fluxograma) acaba por definir que e quais matérias serão envolvidos, as máquinas e as pessoas, assim pode-se formar preços mais acertadamente também.
Abaixo há um exemplo de fluxograma para o processo de rebobinamento de etiquetas adesivas.
Caso você precise avaliar seus procedimentos, processos e treinar seu pessoal, entre em contato. Desenvolvi muitas ferramentas e expertise para auxiliar você e sua empresa nesse processo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Um segundo vale ouro!

O tempo é realmente um agente implacável ao qual não podemos lutar, somente acompanhar. Temos no entanto que nos adequar a ele e aproveitar ao máximo cada segundo que temos para executar todas as nossas tarefas e principalmente viver e sermos felizes.
Um segundo pode não parecer nada, um segundo para uma vida média de um brasileiro que é de 70 anos representa 1/2207520000 ( um sobre dois bilhões duzentos e sete milhões e quinhentos e vinte mil segundos.... ufa... quase nem consegui escrever).
Realmente vendo por este cálculo não é nada, insignificante. Mas, digamos que estejamos em um carro a uma velocidade de 80km/h e desviamos a atenção da estrada para ver nosso celular, por apenas 1 (um) segundo, o que aconteceria?
Os matemáticos e curiosos de plantão já tem a resposta, em apenas um segundo percorreríamos um total de 22,23 metros, sem nos dar conta do que aconteceu do lado de fora do veículo ou do que estava na paisagem ao redor da estrada.
Você deve estar curioso por eu falar em tempo e começar a matéria com estas metáforas e cálculos de tempo e espaço, não esta?
Esta introdução foi só para alertar você de quanto tempo nós perdemos no nosso dia a dia no trabalho, mas na vida e no lazer todos os dias.
Na produção por exemplo, em apenas um segundo uma máquina rodando 100 m/min vai deixar passar 1,7 metros de material. Se quisermos ser mais precisos no que isso corresponde vamos supor que a etiqueta tenha 100mm comprimento, teremos 17 etiquetas que passaram sob nossos olhos sem nos darmos conta de um defeito ou da perfeição que ela possa ter.
Em um viscosímetro, segundos são importantes para definir quando a tinta esta correta para ir para máquina. Um segundo a mais no tempo de escoamento diz que a tinta esta grossa, e assim consome mais tinta e o custo aumenta. Um segundo a menos quer dizer que a tinta pode estar carregada de solvente, e ai o tom fica fraco, e o trabalho se perde. Segundos são importantes.
Em um processo onde temos ciclos, como é o caso de máquinas de batida ou hot-stamping off-line ou ainda corte fora, segundos a mais nos ciclos podem representar o sucesso de uma produção ou o fracasso no prazo de entregas pois os tempos não serão cumpridos. Com eu disse, segundos são importantes.
Reduzir tempos nos ajustes ou setups fazem com que ganhemos estes segundos e assim nos tornamos mais eficientes e produtivos. Segundos diminuídos a cada hora, a cada dia, possibilitam que nossa produção esteja no prazo e sejam entregues no momento esperado pelo cliente.
Mais tempo produtivo e útil nos permite passar mais tempo em casa, com a nossa família, tempo este que nos será cobrado no futuro pelos nossos filhos, esposas e amigos que iram nos questionar talvez  com estas palavras: "Tanto tempo você passou fora, na empresa, nem enricou nem deu atenção a família e amigos, para que?"
Quem nunca se questionou ou foi questionado desta forma, espere, seu dia chegará!
Então a solução é aproveitar ao máximo todo o tempo que temos, cada segundo, reduzindo tempos mortos, sendo proativos, administrando melhor este cruel e implacável senhor que é o tempo.
Não podemos voltar no tempo, nem retrocedendo o relógio ou voltando a data no computador, isso até nos dá a ilusão de estar no passado, mas o presente é real e o futuro depende do que fazemos ou melhor de como fazemos com o nosso presente.
Planejar, adequar processos, cercar-se de pessoas certas, treinadas e conscientes de que o tempo é implacável e temos que trabalhar com ele administrado corretamente para estarmos no presente (nem adiantados nem atrasados) é fundamental.
Para não perder mais tempo e saber como adequar o processo e as pessoas reduzindo os minutos em excesso gastos para tarefas não produtivas entre em contato comigo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Barato ou caro?

Muitas vezes ouvimos os clientes nos dizerem após receberem a nossa proposta comercial que nosso preço é caro. Outras vezes (que são raras nos dias de hoje), ouvimos esta barato o preço. Alguns até dizem "Não tem nenhuma pegadinha no preço?" ou "Tenho que comprar outra coisa para garantir o preço a este valor (tipo a venda casada)?".
A verdade é que o preço, caro ou barato depende do referencial.
Se temos um só orçamento de tomada de preços, por exemplo para substituição de uma peça quebrada na máquina, o preço não tem referencial algum, e como a gente não é do ramo de "manutenção de máquinas" ou "construção de máquinas" para nós parece ser satisfatórios, nem caro nem barato.
Ao receber uma segunda cotação analisaremos e faremos a comparação com a primeira, tendo então um referencial. Esta comparação pode nos dar a ideia de que o primeiro preço possa ser maior ou menor que o segundo, dando assim a impressão de barato ou caro em relação ao segundo.
Mas não é só isso o preço que serve de referencial, o prazo de entrega e as garantias devem ser analisadas. O que pode parecer caro a primeiro momento pode ter suporte e agrega outros serviços que se comprados isoladamente de um fornecedor que nos oferece a princípio um valor menor tornar-se muito mais caro se adquirido posteriormente.
Outro ponto do caro ou barato é a predisposição em realizar a tarefa, isto se aplica principalmente no setor de serviços.
Analisamos um preço barato quando, não temos a vontade de executar uma tarefa, não sabemos ou não queremos realiza-la com as próprias mãos. Então este preço pode ser considerado barato e nos deixa ainda com tempo de sobra para executar outras funções mais rentáveis e importantes naquele momento em que resolvemos pagar para outro executar uma tarefa.
Agora, se torna caro se temos os recursos, sabemos fazer e temos tempo para tal serviço e resolvemos mesmo assim pagar para outro fazer. E fica mais caro ainda quando selecionamos mal o fornecedor de serviços ou produtos e acaba por ter que a gente refazer tudo (retrabalho), ai sim é que fica caro!
Então o conceito de caro ou barato é relativo a condição que se tem e a habilidade que se dispõe para realizar uma tarefa baseado na comparação de outras opções do mercado para o mesmo serviço ou produto com a qualidade igual ou superior a que seria obtida se nós mesmos as realiza-se.
É isso, antes de dizer se um produto esta caro ou barato faça as comparações seguindo o exemplo do modelo abaixo:
  1. este produto ou serviço é realmente necessário para minha empresa?
  2. se comparado com outros orçamentos o valor e as condições de suporte e garantias são menores e o prazo de pagamento é maior que o oferecido pelos concorrentes?
  3. eu mesmo poderia realizar esta tarefa com o mesmo custo e sem interferir com os compromissos de meu dia?
  4. a qualidade do trabalho realizado por mim ou pela minha equipe justificam serem feitos por nós ou seria mais simples pagar e obter maior qualidade e garantias?
  5. Tenho pessoal ou eu sou qualificado para realizar esta tarefa?
  6. tenho todos os recursos em mãos para realizar a tarefa ou preciso comprar outras ferramentas, insumos ou produtos para que seja possível executar em tempo hábil a tarefa?
  7. se eu realizar a tarefa com meus recursos isso vai tirar o meu sono com dúvidas se realmente realizei tudo no cronograma e da maneira que deveria ser feito?
Se você respondeu de forma duvidosa a alguma destas questões é melhor pagar para fazer. Assim você poderá dormir tranquilo a noite com a satisfação de dever cumprido.

Lembre-se o processo é responsável pela fabricação do produto e as pessoas são responsáveis por fazer o processo acontecer. Quer saber mais e saber como treinar e adequar seu processo entre em contato comigo.