segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Formulação de tinta na sua mão, 1700 cores

Agora ficou muito mais fácil você fabricar tintas com escala pantone, formulações de mais de 1700 cores na palma de sua mão por apenas R$5,50 (US$1.50). Compre agora mesmo a sua versão para android no play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.br.robsonyuri.droidtone

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Atualizações no Galileo

Um excelente ano a todos.
Antes de mais nada, apesar de meu desabafo recente e não estar satisfeito com o segmento flexo e o retorno que este me proporciona, mesmo com o conhecimento e know-how que adquiri ao longo de 32 anos atuando nesta área vou manter o programa e o projeto do Galileo e Calisto, softwares de geração de orçamentos e ordens de serviço para o segmento gráfico em especial flexografia de banda estreita e banda larga.
O Galileo passou por algumas atualizações estas semanas, antes da virada do ano e esta mais robusto, completo e com alguns bugs resolvidos. Sua forma de tratar OS (ordens de serviços) e Orçamentos preexistentes e como se pode reaproveitar estes para geração de novos orçamentos e Ordens de serviços ou Fichas de produção ficou muito mais fácil.
Outras implementações estão sendo feitas e agora, com o tempo mais livre vou colocar muito mais funcionalidades.
Lembro ainda que o Galileo possui uma versão DEMO e a versão Completa FULL.
PARA QUEM COMPROU A VERSÃO FULL A PELO MENOS 12 MESES.
Para todos os clientes que compraram a versão Full, completa nos últimos 12 meses estou disponibilizando esta atualização sem custos e com o suporte por 30 dias gratuitos para uso e implantação, basta entrar em contato através do Skype robson_yuri e agendar o upgrade.
PARA QUEM DESEJA TESTAR A VERSÃO DEMO
A versão DEMO tem pequeno valor de aquisição que garante o suporte por 30 dias para instalação uso e conhecimento do programa (devido as grandes variáveis da flexografia este suporte se faz necessário para entender como se monta um orçamento e se obtém um resultado excelente tanto na formação de preços como nas Ordens de serviços e relatórios). Uma vez que você optar pela compra da versão FULL (completa), este valor é abatido do preço total.
A versão DEMO não perde suas funcionalidades, mas o suporte e algumas funções são limitadas.
Para saber mais sobre a versão demo entre em contato pelo email flexonews.br@gmail.com ou pelo Skype robson_yuri.

GALILEO V2.0
Versão DEMO
Versão Full (completa)
Cadastros Sim todos Sim todos
Suporte Sim 30 dias Sim 12 meses (1 ano)
Mensalidade Não Não
Suporte a rede Sim / mapeamento Sim / Mapeamento
Limite de usuários logados Não Não
Relatórios Limitados / não personalizável Todos / Personalização
Implementações extras personalizadas Não incluídas Incluídas podendo ter valores de R$0,00 até R$400,00
Tipo suporte E-mail / Skype E-mail / skype / acesso remoto
Suporte extra (após vencimento do período) opcional* Taxa mensal de R$150,00 (30 dias corridos) Taxa mensal de R$100,00 (30 dias corridos)
Entrega 24 horas após confirmação pagamento Até 10 dias úteis após confirmação de pagamento para personalização
Correção de bugs Gratuitas por 30 dias Gratuitas sem limites
Update de mesma versão Não Sim gratuitos
Upgrades Não Sim com desconto de até 80%
Formas pagamento A vista 2 vezes (50% pedido / 50% entrega)

Veja mais no Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=zPz7Fw5f5l0&list=PLzCY6jR7N0o29L-p_GyhwZXQ8hlSwLDcn


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Um ano bom, mas também triste!

Apesar do ano estar iniciando e sem ainda uma previsão de como serão as coisas tanto para o empresário do setor gráfico quanto para o operário deste mesmo setor estou apreensivo e com muitas dúvidas.
Ainda não temos um posicionamento político nem econômico por parte de nossos governantes e o empresário deixou a muito de investir tanto em mão de obra quanto em maquinário.
Poucos os que se arriscaram a comprar, mas assim mesmo as empresas de máquinas (fabricantes) ainda tiveram um ano bom.
Antes culpávamos a Dilma, agora o problema é o Temer, outros tempos foi por conta da Copa, ano passado foi a desculpa da Olimpíada, e assim fomos empurrando com a barriga e chegando a lugar algum. Desanimo, falta de investimento e vontade e falta de credibilidade, difícil hoje acreditar em alguém.
Imagine para profissionais como eu, que possuem inúmeros cursos, especializações, Know-how, desenvolve produtos e serviços e ainda acha soluções para indústrias como por exemplo a sua, que esta tendo prejuízos com desperdício, má formação técnica de seus operadores e falta de um bom controle interno.
Sim, o ano foi muito difícil para mim também. Postei inúmeras matérias não só aqui no blog mas também no face, solucionei muitos problemas através de meus artigos técnicos e ajudei muitas empresas indiretamente com minhas consultorias ou por Skype, telefone ou email, tudo isso muitas vezes no tal chamado "Vasco", na "Faixa", gratuitamente.
Reconhecimento é algo importante mas tudo isso tem um custo. Estudei, me especializei, busquei informações e parceiros para chegar onde cheguei e isso não foi do dia para noite, foram 32 anos de pesquisa, estudos e treinamentos, fora as práticas nas indústrias, sim fui operário e impressor, fui gerente e administrador de setor. Aprendi a programar, aprendi a formar preços, aprendi a comprar e vender tudo isso para ser melhor no meu segmento e setor. Aprendi a usinar, desenhar máquinas, a entender normas e procedimentos seja para ISO como para perfeição e manufatura de produtos. Discuti com multinacionais e com pequenas empresas de fundo de quintal qual seria a melhor solução para seus produtos e também cheguei a economizar milhares de reais para industrias das mais diversas, tudo com a maior boa vontade (quem me conhece sabe que nunca neguei uma informação e nunca disse não a uma pergunta, ajuda ou questionamento) e vejam onde cheguei?
Como disse tudo isso tem um custo e estou bancando estes custos a mais de 30 anos, nos últimos anos criei inúmeras ferramentas para auxiliar os profissionais de minha área flexo como a revista Flexonews, que por mais de 5 anos distribui 5000 exemplares gratuitos pelo Brasil, este blog, os softwares de orçamentos e de cálculos diversos e até mesmo a minha página do face. Mas em vão. Nestes anos nunca tive um incentivo, colaborador, suporte ou uma doação que fosse para manter as matérias, a revista impressa, o blog e minhas pesquisas e quando parei de escrever a revista Flexonews por exemplo me perguntaram: Por que você parou com a revista é tão boa? e quando respondi falta de anunciantes e colaboradores e questionei se havia interesse de pagar por uma assinatura houve uma DEBANDADA de pessoas que elogiavam meu produto.
Sinto uma pena muito grande de nosso setor, principalmente de banda estreita, pois existem um monte de bajuladores e interesseiros que somente querem tirar proveito de alguma situação mas na hora de meter a mão no bolso para investir, mesmo que na sua empresa ou funcionários ficam contando moedas, como se isso não fosse importante ou necessário.
Precisamos de reconhecimento não verbal, mas reconhecimento verdadeiramente e financeiramente, também gosto de sapatos novos e livros para pesquisa por exemplo, fazem-se de Cegos, Surdos e Mudos.
Sim, é um pequeno desabafo e após 32 anos me dedicando 100% a flexografia.
É com muita tristeza que acredito que vou dar um fim e um basta a esta profissão que apesar de amar muito, gostar muito, me dediquei a ela 100% do meu tempo, perdi horas importantes de minha vida fazendo milagres para empresas e não sendo apropriadamente reconhecido, acredito que vou parar.
Sem incentivo, sem retorno, sem colaborador fica difícil ter animo para escrever.
Quem acompanha meus blogs e páginas viu que há alguns dias já não posto nada.
Mas o pior de tudo vem agora, tem gente usando meu material, minhas matérias e apostilas, nua e crua mente para dizer que é técnico e dar treinamento e consultoria, sem ao menos pedir ou comprar de mim os direitos de uso. A falta de respeito por parte dos profissionais, a falta de ética, de reconhecimento destes que se dizem consultores e técnicos e fazem trabalhos de treinamento de impressão chegou a este ponto. Confiar no setor ficou muito difícil.
Por isso amigos, que sem patrocínio acredito que este canal no face e o blog deixarão de existir em breve.
Um bom ano a todos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Designer gráfico qual o caminho a seguir?

Foi-se o tempo em que conhecer bem um software e uma plataforma bastavam para nos dar estabilidade no emprego. Para o designer gráfico de outrora bastava o conhecimento intermediário de Corel Draw e PC Windows para ser contratado por uma indústria de etiquetas ou empresa de embalagens.
Agências publicitárias no entanto usavam o "suprassumo" da tecnologia digital para desenhos e artes, usam MAC (os consagrados Power PC Apple), softwares adobe como Photoshop e Illustrator e eventualmente o Freehand a Macromedia.
Mas o mundo foi mudando, tecnologias e custos mais acessíveis para PCs mais potentes rodando OS Windows e o surgimento de softwares livres como Linux (baseado no Unix) e a Adobe escrevendo também aplicativos para OS Windows como o Photoshop e o Illustrator, fizeram o mundo do designer focado em um único aplicativo mudar.
Recursos diferenciados, filtros melhorados e a incessante competição entre desenvolvedores para obter melhores resultados, recursos e facilidades para o usuários fizeram com que a escolha de plataforma e softwares se torna-se uma questão de "tempo e dinheiro". Claro que a pirataria em torno de softwares baseados em PC popularizou muito mais soluções como a da Corel além é claro da sua aparente facilidade de trabalhar com os atalhos e ferramentas mais simples.
Mas o que realmente conta é que a diversidade de aplicativos e formatos é muito grande e obrigou ao designer a aprender mais de uma ferramenta e trabalhar também com Photoshop, Corel e Illustrator que deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade diária para produção. Agências mandam formatos AI para empresas que trabalham com CDR e depois precisam dar saída em PDF para clicheria poder gerar o arquivo PRN para saída.
Ficou perdido com estas siglas? Então amigo, sinto-lhe informar que seus dias como designer estão contados. Se você não compreendeu nada do que foi dito sobre as extensões dos arquivos ainda a pouco acho uma boa ideia você dar uma pesquisada no Google para abrir sua mente.
Hoje no entanto não basta mais saber trabalhar com o pacote Adobe e Corel precisamos de mais. É cada vez mais constante o uso de ferramentas de modelagem 3D como o 3D Max, Rhino 3D, Blender e Maya para criação de embalagens, objetos, personagens e textos para ilustrações e não só para mídias impressas como também para web e pequenos comerciais e animações (filmes por assim dizer).
O designer gráfico hoje precisa ao menos conhecer estas ferramentas e extensões de arquivo para poder, de alguma forma utilizar os recursos criados por estes softwares para criação de suas artes para impressão.
Você pode não acreditar, mas já a alguns anos muitas agências e empresas nos mais diversos segmentos utilizam a computação gráfica e criações 3D para seus comerciais, folders, designer de embalagens e criação de Mock-up (maquete em tamanho natural) tridimensional com todas as características de cor, formato, curvaturas, ressaltos, depressões, movimentos, etc. A criação de Mock-up pelo processo 3D de designer gráfico além de rápida é muito econômica para as indústrias e pode ser feita tanto com softwares paramétricos 3D de engenharia como Inventor, Kompas, SolidWorks com também com softwares como Maya, Rhino, Blender e 3DMax.
Aprender designer 3D não é difícil, mas se você pensa em modelar (esculpir)  um personagem humanoide por exemplo do "Zero", isso requer muitos anos de prática, conhecimentos extremos de anatomia, proporção, perspectiva, luz e sombra.
Mesmo assim não se preocupe, os softwares de hoje são bem amigáveis, possuem ferramentas com nomes muito similares aos utilizados nos de desenho vetorial como Corel e Illustrator e modelos pré-carregados que poupam um enorme tempo para criação de um personagem pelo processo de extrusão e modelagem ficando para o designer a tarefas mais simples de ajustes como o aumento de um bíceps ou ainda um "narizinho arrebitado", cor dos olhos, tom de pele, entre outros de conceitos de acabamento. Gosto de chamar esta tarefa de "maquiagem", onde damos uma "cara bonita" ao personagem, dando a ele "vida".
Você pode criar qualquer coisa no software 3D com muito realismo. Este realismo tem um nome, é chamado de photorealistic. Vidro, metal, tom de pele, líquidos, plástico, nuvens, texturas de plantas, incorporar imagens (fotos) com os modelos criados, madeira, rochas, etc.
O 3D esta tão presente nos nossos dias que alguns exemplos deixamos  passar despercebidos ao longo dos anos. Estes exemplos usaram e abusaram de criações gráficas e 3D tanto na mídia impressa quanto em comerciais.
  • IPÊ - Assolan - bonequinho em forma de saquinho.
  • Unilever - Confort - família
  • SC-Johnson - Raid Protector - mosquitos
  • Dolly - Dollinho

Abaixo seguem mais exemplos de personagens, produtos e imagens criadas por aplicativos de modelagem 3D:

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Reuna informações para produzir!

Ao fabricar qualquer coisa, seja embalagens, peças, partes, máquinas, etiquetas ou rótulos necessitamos de pelo menos 4 elementos:
  1. pessoas;
  2. insumos;
  3. processos;
  4. acabamentos.
Levando-se em conta esta lista devemos reunir a maior quantidade de informações sobre estes elementos para que o produto possa acontecer no final, após o acabamento.
Pessoas:
As pessoas são nossos colaboradores, sejam eles funcionários diretos ou indiretos escolhidos ou indicados pela nossa empresa. Neste caso as informações a serem reunidas são se estas pessoas estão aptas a, no processo, executarem o produto de forma adequada com economia e qualidade. O acabamento depende também de pessoas, por isso devemos avaliar se as pessoas que vamos escolher para compor a equipe de acabamento também possui as características e conhecimentos necessários para tal função.
Insumos:
Não se pode produzir alguma coisa do nada. Não dá para fabricar uma etiqueta ou rótulo somente com a máquina, mesmo que esta seja a mais moderna do mundo. Temos que ter, compatíveis com o trabalho a ser realizado, todos os insumos para a fabricação do produto.
Os insumos devem possuir características que o cliente deseja ou precisa. Para que possamos seguir estas orientações as empresas usam as Ordens de Serviço ou Ordens de Fabricação (OS e OF respectivamente). São nestes documentos que descrevemos como e para quem é o serviço que devemos fabricar. É na OS que descrevemos o produto em forma de receita de fabricação com os dados dos componentes, máquinas, tintas, adesivos, acabamentos, quantidades e observações sobre o que o cliente espera receber. Em algumas empresas a reunião de informações inclui até uma amostra fornecida pelo cliente ou um modelo para que seja seguido rigorosamente nas medidas, cores, tamanhos e montagem em alguns casos. Os insumos em flexografia de banda estreita por exemplo podem incluir:
  • substrato - tipo, largura, comprimento, peso, superfície de acabamento, tratamento superficial, etc.
  • tinta - tipo, cores, viscosidade, quantidade;
  • Dupla face - densidade, espessura, quantidade;
  • Anilox - gravação (convencional, laser), geometria (GTT, hexagonal, Tronco de pirâmide), volume BCM, lineatura, sequência;
  • Porta clichês - engrenagem, diâmetro primitivo, diâmetro desnudo;
  • Tubete - diâmetro interno, parede, personalização, largura, material (PVC, Papelão, Extrusado PP)
  • Puxada ou sentido rebobinamento;
  • Quantidade de pistas ou carreiras;
  • metragem / peso bobina cliente;
  • fornecimento folhas, rolos, bobinas, cartelas, sanfonado, etc;
  • embalagem, quantidade por caixa, pacote ou fardo;
  • laudo, etc.
Processos:
Os processos definem quais são as formas de fabricação e como chegamos a elas. A logística interna e externa no fornecimento de insumos fazem parte do processo e muitas vezes são deixados de lado. Por este motivo muitos falham em cumprir prazos e metas. Dentre os processos a distribuição dos insumos na data e hora prevista para início da produção é um dos fatores de maior atraso nas produções. Outros processos incluem:
  • preparação e colagem dos clichês;
  • preparação do equipamento e montagem dos anilox;
  • preparação das tintas, das Pantones, conferência da sequencia de cores, viscosidade e quantidade para todo o turno de produção;
  • alinhamento do material em máquina;
  • ajustes de registro de cores, corte e rebobinamento
  • processos de acabamento em rebobinadeiras ou cortadeiras;
  • etc.
Acabamentos:
Os acabamentos são as etapas que finalizam o produto, dentre elas estão a conferência em busca de falhas (CQ ou controle de qualidade), a embalagem um a um em material protetor, o acondicionamento nas caixas e os devidos "calços" para que estes não "sacolejem" no transporte até o cliente deformando o produto ou a caixa. Também como acabamento são fornecidos os laudos, a etiquetagem das embalagens, a identificação no sistema da quantidade produzida e também a identificação visual das caixas na área de expedição para que nenhuma caixa fique esquecida, perdida ou sem seguir para o cliente ou para a transportadora.

O assunto é bem complexo, longo, até certo ponto cansativo mas que se tratado de forma séria você vai obter resultados surpreendentes em médio prazo. As economias geradas em insumos, tempos mortos, área de estoque, movimentações internas de material, perdas por manuseio excessivo, desgaste de pessoal serão visíveis logo nos primeiros meses de implantação destes métodos e conceitos brevemente explicados aqui.
Mas se precisa maiores explicações ou quer implantar soluções como estas em sua empresa é só entrar em contato comigo através do email: flexonews.br@gmail.com
Tenho soluções para empresas de pequeno e médio porte, banda larga e banda estreita.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Setup de máquina

Quando realizamos uma trabalho em flexografia ou qualquer processo, seja gráfico, na indústria alimentícia ou qualquer outra indústria,existe uma etapa preliminar ao início da produção que chamamos de setup.
O setup é a fase na qual preparamos a ou as máquinas ou dispositivos, separamos os insumos e realizamos os ajustes necessários para que possamos ir do início ao fim de um trabalho sem paradas e de forma perfeita, com qualidade, produzindo o que o cliente deseja sem desperdícios e com o mínimo de esforço, seja humano ou do equipamento envolvido.
O setup é realizado utilizando-se um fluxograma baseado em procedimentos, já falamos sobre fluxograma aqui no blog, lembram? Através desta "receita" que é o fluxograma começamos a realizar tarefas e reunir insumos, produtos e ferramentas próximas o nosso local de trabalho ou máquina. Então seguimos uma ordem de proporção e cronológica para obter os ajustes para realização da tarefa.
Em um restaurante por exemplo, o pedido "Feijão Cozido" requer um setup e uma preparação. No setup do nosso restaurante para "Feijão Cozido" temos a receita que é um procedimento que indica os ingredientes do "Feijão Cozido", suas quantidades, ordem de colocação na panela, ferramentas utilizadas e tempo médio aproximado para o cozimento do feijão.
Hipoteticamente falando um receita de nosso feijão seria a soma de todos os ingredientes + as panelas e utensílios para mexer o feijão + fogão + fogo + água + tempo de cozimento, pronto o prato "Feijão Cozido" seria isso, hipoteticamente lembram?.
Em uma produção flexográfica a receita do produto é substituída pela OS (ordem de serviço) ou OF (ordem de fabricação) que informa a quem se destina o trabalho, sua quantidade e os insumos incluídos (ingredientes). Também na OS normalmente indicamos a máquina com a qual temos que produzi e as ferramentas principais envolvidas como cilindros porta clichês, facas, engrenagens, dupla face, etc...
O setup também é um dos grandes vilões no custo da produção. Quanto mais tempo você demorar no seu setup mais caro o produto final fica (valor aumenta). A máquina, mesmo não produzindo tem um custo, pois o operador esta lá, ao seu lado e este tem um salário. Também a energia elétrica envolvida, pois mesmo não estando rodando a máquina esta energizada e isso consome energia, as tintas estão nos tinteiros e acabam por exigirem mais atenção, solventes e aditivos e assim por diante.
O setup mais demorado também leva a diminuição do tempo médio de produção e a diminuição da velocidade média da máquina, vou explicar:
Imagina que sua máquina em produção faz 50m/mim (cinquenta metros por minuto), então em 1 hora de trabalho poderia rodar 3000 metros lineares ok?
Digamos que você leve um tempo de setup de máquina de 2 horas e teria 1 hora de produção real com a velocidade indicada de 50m/min. Mas com este setup demorado a velocidade média será de 16,7m/min, vejam que caiu 2/3 a velocidade em relação a velocidade real, isto representa uma perda na produtividade de 67%.
Agora imagine que você consiga através de revisão no processo, melhoria no checklist, melhorias nos procedimentos e reescrita dos fluxogramas baixar o setup de sua máquina em 70%, isso representaria não mais 2 horas de ajustes, mas sim 36 minutos. Com esta nova postura sua velocidade de produção ou velocidade média da máquina real seria de 32,25m/min.
Sua eficiência quase que dobrou em relação ao primeiro cenário e seu custo de produção caiu em relação ao processo antigo, com mais tempo de setup. Isso representa mais liquidez em cada produção, sem falar na quantidade de produtos auxiliares que seriam economizados para manutenção do tempo de setup.
Tudo isso é possível, bastando revisões constantes e adequações nos processos, procedimentos e no fluxograma e é claro treinamento de sua equipe onde a orientação e conscientização dos novos procedimentos devem ser bem explicados e por eles depois aplicados.
Viram, somente adequando o setup pode-se ter um aumento significativo nos lucros!
Deseja saber mais sobre o assunto? Gostaria de poder realizar a análise de seus procedimentos, processos, fluxogramas e treinamento de seu pessoal?
Entre em contato: flexonews.br@gmail.com